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Como falar de Literacia Financeira com os mais novos?

  • Foto do escritor: Inês Cruz
    Inês Cruz
  • 18 de mar.
  • 3 min de leitura

Creio que todos temos noção da importância de enriquecermos os conhecimentos em Literacia Financeira nos adultos, nas famílias mas também, e sobretudo, nas crianças, nos nossos filhos, nos nossos alunos!

Falar de dinheiro, de gerir de dinheiro, de ganhar dinheiro, de poupar dinheiro, de investir dinheiro... é urgente!


Cada família tem uma realidade única e particular mas os nossos filhos devem estar atentos e despertos para situações em que os comportamentos e os hábitos têm implicações diretas (ou indiretas) nas finanças da sua família.

Cada vez que faço um workshop com alunos entendo a urgência de trabalhar também as famílias. Literacia Financeira não é só para os alunos, para os filhos... é importante que seja para todos. Que todos pensem este tema na sua realidade... e hoje temos muitos alunos com poucas noções de Literacia Financeira mas temos também muitos adultos na mesma base de conhecimentos.


Mas cada vez que faço um workshop com alunos regresso a acreditar que estamos a dar passos, lentamente, mas estamos, ... embora eu tenha consciência que este caminho não tem fim. É ir dando um passo de cada vez mas não é possível parar.

Não chegam as horas de Cidadania na escola.

Não chegam as atividades irregulares que se vão fazendo com este tema.

Há muito que ainda temos para aprender e é urgente que o façamos!


Faço uma pergunta aos alunos no início do workshop, que me orienta na abordagem que vou fazer de seguida a esse grupo: "Se recebesses um prémio de 50 euros o que fazias com esse dinheiro?"


(Experimentem numa refeição em família, por exemplo, e lancem esta questão a todos, pequenos e grandes, pais e filhos ou até, pais, filhos e avós... pode ser o início de uma ótima conversa... ou um choque de realidade face às respostas que dão de forma imediata e pouco ou nada ponderada).


As respostas são muito parecidas de norte a sul do país: comprava um jogo para a playstation, comprava uma sweat da marca X, ia à loja de gomas e comprava tudo o que me apetecesse, punha no mealheiro, juntava para um telemóvel novo...


Não havendo respostas certas ou erradas, temos, enquanto pais, um papel importante na orientação, na opinião critica face a estas situações.


Faz-te falta mais um jogo?

Mais uma sweat? É algo necessário ou um desejo? Útil ou superfluo?

Guardar/depositar com algum objetivo ou só para poupar? Tens noção que há despesas inesperadas?

Temos de trocar de telemóvel todos os anos? O teu está estragado ou só "passou de moda" e veio um modelo mais recente que tem mais funcionalidades?


Comprar agora ou esperar pelos saldos?

Comprar em segunda mão (ou recondicionado) é uma opção?

Comprar por impulso ou pensar bem antes de fazer a compra?



Pensar sobre as coisas...

Pensar...

Ponderar...

Analisar prós e contras...

Tantas vezes fundamental pensar sobre as coisas, mesmo sobre as simples...

E ler sobre o tema, procurar informação CREDÍVEL e FIDEDIGNA, ouvir podcasts que nos permitam mais e melhor conhecimento...


Mesmo que por vezes os argumentos sejam válidos e até credíveis (os nossos filhos são muito bons a argumentar uma ideia que têm!!), há sempre forma de conversar, discutir diferentes pontos de vista, aceitar opiniões diferentes e pensar que as decisões têm consequências e por isso devem ser sempre muito bem ponderadas.


Não tenhamos dúvidas que investir na educação financeira é investir na autonomia e no futuro de todos.


(Para mais informações sobre este workshop e outros com temas diferentes basta enviar um email.)

 
 
 

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© 2017 por Inês Cruz | 

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